« Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo. » J. F. Kennedy

terça-feira, 12 de abril de 2011

Liberdade de escolha. Que escolha?

Saudações amigos:
                Hoje, para desenjoar um bocado, fiz um artigo mais privado. Vou falar do nosso Portugal.
                Decidi escrever este artigo logo após o almoço de hoje. Almocei com o meu pai e a minha madrasta, aqui em casa, com o som de fundo da televisão, nomeadamente do ex primeiro-ministro, José Sócrates.
                Estava a discursar na comissão do PS. O meu pai então diz: “este vai ser eleito outra vez graças a estas conversinhas”.
A minha madrasta responde: “ tens, desta vez, de ir votar em Junho”.
Eu, não resistindo a estas conversas, pergunto: “votar em quem?”.
Só queria ver a resposta e reacção deles. O meu pai responde: “ Paulo portas!”.
 
 
                Eu não tenho nada contra o Paulo portas nem, como a maior parte da população do país, nada contra o José Sócrates. Por uma razão muito simples: qualquer um deles é impotente para mudar o rumo das coisas. Foi exactamente isso que disse.
Mas a minha madrasta começou logo com as conversas de eu não saber o quanto sofrem as pessoas sem dinheiro ou em dificuldades, graças às políticas do Sócrates.
                Eu calei-me porque não vale a pena. Eu posso não ter a experiência de vida dela, mas sei mais de pobreza e miséria do que ela. Nunca saberá, se continuar a viver nesta ilusão, ou crise criada no laboratório.
                Eu sei que faço parte dos 10 ou 15% de população mundial que tem coisas banais como um prato de comida todos os dias, uma cama e um tecto. A culpa não é dela, eu não a condeno. Esta ignorância foi criada e gerada por altas elites, que criaram diversões para nos afastar da realidade ou manipulações da realidade, como é a imprensa.

                Então coloco-vos esta questão – que liberdade de escolha? Vamos a eleições no próximo mês de Junho e eu vou votar pela 1º vez. Eu sei que, seja lá quem for eleito, vai ter os mesmos resultados. Eu sei que qualquer um quer o bem do país (acho eu, claro), mas também tenho a certeza que eles sabem que são impotentes, porque o mal vem de fora.
                Somos um país pequeno, sem grande economia ou grandes lucros, mas não tínhamos necessidade de viver assim, podíamos estar bem melhor, e a culpa não é nossa.
Estou completamente farto de jornalistas repetidores na televisão! São, como um amigo meu diz, bonecos! Falam da crise a toda a hora, crise praqui, crise prali. Parecem galinhas a cacarejar!
Não falam da verdadeira essência da crise, dos juros dos bancos mais poderosos do mundo, que geram divida em todos os países do planeta, da Wall Street, que é como um cancro dentro dos EUA, vai consumindo todos os recursos económicos do país e, consequentemente, do mundo. Não falam da reserva federal, não falam do FMI da maneira como devia ser falado. O FMI da maneira como está a ser falado pelos “jornalistas”, parece a salvação da pátria, mas não é, nada mais nem nada menos, que mais acumulação de DÍVIDA.
                Estas galinhas, a quem chamamos de jornalistas, fazem-me pensar numa frase que é uma
grande verdade. Uso-a muitas vezes, porque é a base do mundo há vários anos, a base do poder. Uma mentira contada várias vezes em voz alta passa a ser uma verdade.
Um jornalista que falar da verdadeira essência da crise em Portugal e no mundo, vai subir mil pontos na minha consideração.
Gosto muito dos meus pais, eles que me desculpem, mas são ignorantes. A culpa não é deles porque, tal como a crise, é uma ignorância implementada.
                A minha geração tem acesso a outro tipo de informação, graças a internet. A internet é o palco de muitos loucos, mas também é o palco de muitos loucos que falam a verdade. Eu tenho o prazer de me chamar louco, pois este mundo é louco, a maneira como funciona é louca. E eu, dizendo essas loucuras, passo a ser louco. Estou-me a cagar. Vou sair da casca do ovo e ser verdadeiro.

                Tenho muito orgulho no meu país em certos aspectos, nós somos pessoas inteligentes.
Cada vez mais falo com pessoas que partilham os meus factos. Já não digo teorias da conspiração, porque não são, está a nossa frente, são factos da conspiração.
Infelizmente, cá em casa, não falo disto. Eles nunca iriam perceber, estão tão enterrados em mecanismos de controlo, tipo televisão ou informação controlada, que nunca iriam entender.

                Portugal está de tanga, é verdade, mas se repararem, todos à nossa volta estão, a culpa é nossa? Não.
Então temos liberdade de escolha? Temos! Mas a escolha é sempre a mesma.
                Estamos a chegar a um ponto da história em que temos que ver para além da porcaria que nos implementam e lutar contra isso.
                Vi um documentário, há uns dias, muito interessante. Principalmente no que toca a um discurso que me arrepiou a espinha. Era um exemplo entre o que nos está a acontecer agora e os judeus e os nazis dos anos 30/40. Vou ser breve a retratar o discurso desse senhor (que não me recordo o nome).
                Quando Hitler foi nomeado canceler da Alemanha na sexta-feira, começou logo a matar
judeus na segunda? Não, foi um processo gradual.
 
 
Primeiro, começou a publicar artigos nos jornais, a dizer que tudo o que acontecia de mal na Alemanha, era culpa dos judeus. E os judeus não se revoltaram, não disseram nada. Depois, Hitler ordenou que todos os judeus usassem, na sua roupa, a estrela de David, para os identificar como
judeus na comunidade. Os judeus revoltaram-se? Disseram que era violação de privacidade? Ou de direitos? Não, apenas pensaram para eles próprios: Orgulhamo-nos de usar a estrela de David, simboliza a nossa crença, o nosso Deus, nós ama-mos Deus, não nos importamos.
Passado mais tempo, o exército alemão assaltou e destruiu todas as lojas e negócios dos judeus, naquele sábado que ficou conhecido como o “kristallnatch”. Eles revoltaram-se? Não. “Os alemães têm armas e estão zangados, nós não os queremos mais zangados ainda” - pensaram os judeus.
Depois disto, estão nus, em fila, a caminho de câmaras de gás para serem executados. Aí é que dizem – “esperem, eu não acho que isto é uma boa ideia!”.
BANG! Estás morto, tarde demais para te revoltares, devias ter feito isso no inicio.
                Foi a este ponto que chegamos! Podemos queixar-nos agora, estão-nos a tirar toda a liberdade graças ao 11 de Setembro, uma mentira, e aos terroristas, outra mentira.
 
 
                Isto acontece aqui, em Portugal, e não há nada que os políticos possam fazer, a resposta está em nós. Eu não perco tempo a mandar vir com políticos, são marionetes ou bonecos. Ainda para mais, políticos portugueses, não me façam rir. Achar que o problema está nos políticos em Portugal, é como achar que o vírus da gripe está dentro do nariz, porque ele está entupido. São apenas sintomas, temos que tratar da verdadeira doença.
 
                O meu partido é o da liberdade! Partido este que existe na minha cabeça, apenas, e espero que exista também nas vossas. Porque só essa ideia faz do mundo, um lugar melhor. 
 
Obrigado por lerem.

1 comentários:

me oh me disse...

é o "efeito do sapo na água quente":
se colocares um sapo numa panela com água a ferver ele salta logo; se colocares um sapo numa panela e lentamente aqueceres a água, o sapo não dá por isso, deixando-se ficar, acabando por morrer cozido.

não sabia que a criança sabia escrever ;)

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