« Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo. » J. F. Kennedy

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Imprensa

"A imprensa é a entidade mais poderosa à face da terra. Tem o poder de fazer os inocentes culpados e os culpados inocentes, e isso é poder, pois controlam as mentes das massas."

Malcom X

O ponto fundamental para qualquer tirania é o controlo da informação, e a tirania global de hoje já conseguiu. A imprensa de massas está nas mãos das empresas que asseguram notícias diárias que levam as pessoas a ver o mundo de uma forma que sirva a empresa e as redes sombrias que a controlam. É por isso que a única investigação sobre a versão oficial do 11 de setembro, recaiu a investigadores e verdadeiros jornalistas, a trabalhar fora do sistema controlado pelas grandes empresas. As empresas como a "General Electric", a "AOL Time Warner", a satânica da "Disney", "News Corporation", "Viacom" e a doentia "Bertelsmann" detêm um grande controlo sobre a imprensa mundial e, com as fusões e as aquisições a continuar, esse controlo está cada vez em menos mãos. Esse tipo de negocios é encorajado pelos governos, que estão a dissolver as leis do monopólio da imprensa. Isso normalmente processa-se através da troca de favores políticos, na mudança de leis, pelo apoio político durante as eleições, uma técnica que se revelou muito eficiente, para magnatas como Rupert Murdoch.

Trata-se de um ciclo vicioso, já que quantas mais empresas um grupo de mídia tiver, mais apoio poderá dar a este ou aquele político, logo, maior influência terão sobre a escolha de governos. Para ser justo, até os jornalistas genuínos têm dificuldades em publicar a verdade, a trabalhar dentro dos limites estabelecidos. E mesmo estes estão a ser despedidos. A política actual é empregar aqueles que não desafiam o sistema. Os mestres da imprensa querem os estúpidos, os ignorantes ou os submissos, para os quais a carreira e a "fama" sejam mais importantes do que dizer a verdade.

Somos levados a acreditar que existe imprensa de esquerda e de direita, tal como se requer que haja políticos de esquerda ou direita, mas estas são expressões pouco diferentes da adoração do mesmo sistema, como irei explicar mais a frente. O exemplo mais gritante é a manipulação de imprensa de "ala direita" da "Fox News", o ministério da propaganda que é possuido por Rupert Murdoch que, no seu vasto império, conta com a sky TV, Asian Star TV, o New York post e os jornais britânicos, The Sun e Times. Murdoch comprou também o Myspace.com em 2005 e dado esse alinhamento, e tanto mais, dá que pensar no que se passa nos bastidores do feudo ditatorial e manipulador, que nos é fornecido diariamente como "noticias".

Usarei a "Fox News" para explicar como é sistemática a supressão de informação, mas a "imprensa de esquerda" funciona do mesmo modo e ambas atacarão quem sequerer sugerir por exemplo, que o 11 de setembro foi um trabalho interno, ou que foi usado para implementar um estado mundial autoritário mais rápidamente (utilizo o 11 de setembro apenas porque foi a ultima grande farsa, o ultimo problema-reação-solução de maior relance). A maneira como algumas pessoas é enganada pelas falsas noticias é alarmante. De certeza que voces têm exemplos em casa, a hora das noticias em casa é sagrada em muitos dos nossos lares. Portugal é apenas uma repetição da imprensa mundial, há que ter o poder de saber filtrar as noticias, por exemplo, a guerra do Iraque, Afeganistão e agora Líbia não é apenas financiada por dinheiros obscuros, ela é financiada pela nossa consciencia, nos aprovamos aquilo porque nos é vendida uma falsa realidade. Não ligamos aos milhões de civis mortos, incluindo crianças, mas como estão a construir umas escolas, é ja moralmente correcto.

Continuando, para aqueles que não sabem como funciona o mundo da imprensa, vale a pena relembrar que são estas pessoas que servem de intermediários entre o acontecimento em si e aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos. Algumas pessoas argumentarão que se realmente houvesse uma conspiração a imprensa iria fazer disso  notícia, mas, aquilo que está prestes a ler irá explicar porque não o faz.

A maior parte dos "jornalistas" é ignorante sobre quem controla realmente os acontecimentos. Para eles, a noção de jornalismo de investigação resume-se a ler os jornais diários e estar corrente daquilo que é noticiado na televisão. Mesmo que soubessem, as empresas, controladas pela elite, não deixariam publicar essa notícia. Neste clima de supressão, qualquer investigação genuína sobre o 11 de setembro não teve uma única hipotese de ser divulgada, em vez disso temos o relatório oficial, que contém falhas graves e piadas hilariantes.

A "Fox News" é a televisão mais manipulada que já vi, pelo menos entre televisões americanas e europeias, e no entanto o seu slogan é "justa e equilibrada". Trata-se da nova linguagem, onde a história e a verdade são falsificadas. Por exemplo: "guerra é paz" "liberdade é escravatura" ignorância é força". Se acham isto ridiculo, durante o mandado de George Bush, muitas pessoas depois do 11 de setembro apoiavam a invasão ao afeganistão com cartazes "guerra = paz". Esta nova linguagem está a ser implementada e é real. Para a "Fox News" alquém que questione a versão oficial do que se passou a 11 de setembro de 2001 é "maluquinho", que deve ser silenciado. Foram particularmente corrosivos com o actor Charlie Sheen e com a apresentadora Rosie O´Donell por terem revelado publicamente que não acreditavam na versão oficial dos acontecimentos. Os apresentadores empregados pela "Fox News" são "orientados" para as histórias decretadas por produtores, que respondem directamente a Murdoch ou aos seus capangas. Ver almas a serem vendidas para o lucro de Murdoch faria qualquer jornalista decente vomitar, e nem sequer é necessário assistir por muito tempo para ver o quão injusta e desequilibrada a "Fox News" realmente é. Vou dar um exemplo, um tipo chamado Bill O'reilly, que trabalha para a "Fox News" teve um debate com uma representante da organização "O mundo não pode esperar mais", Sunsara Taylor. Ela realçou que o advogado de Bush, Jonh Yoo, que foi co-autor do acto patriótico, uma medida implementada logo a seguir ao 11 de setembro, que retira várias liberdades e uma afronta a um estado dito democrático, que não havia nenhuma lei que impedisse o então presidente Bush de ordenar tortura, o que poderia incluir "esmagar os testiculos do filho da pessoa". O´reilly acusou-a de calúnia e de não ser patriótica. Chamou-a de "histérica" e de "mulher que simplesmente não sabe daquilo que fala". O tipo é repugnante, um rufia e, assim sendo,  Murdoch deve adora-lo. O tratamento que O'reilly deu a Jeremy Glick foi ainda mais deplóravel. O "crime" de Glick, filho de um trabalhador que morreu no 11 de setembro, foi assinar uma petição contra a guerra e, enquanto a entrevista em si foi apática, o que se passou nos bastidores é uma mostra do tipo de mentalidades que Murdoch emprega. O´reilly disse a Glick palavras como "sai já do meu estúdio antes que te desfaça em bocados". Glick foi obrigado a sair dos estúdios, depois do produtor executivo lhe ter dito que era melhor sair, antes que O´reilly fizesse alguma asneira. Numa outra ocasião, quando um espectador que telefonou, chamado Mike, mencionou um programa concorrente, apresentado por Keith Olbermann da MSNBC, Oreilly cortou-lhe a palavra e disse depois: "...se estiveres a ouvir Mike, nós temos o teu número de telefone que passaremos à segurança da Fox e irás receber uma pequena visita...". Vejam o documentário Outfoxed, a guerra de Rupert Murdoch ao jornalismo, que entrevistou vários antigos funcionarios da Fox e outros comentadores, que revelaram os limites sistemáticos e manipulação de informação apresentados como "notícias".

Aqui está um exemplo de um antigo repórter da "Fox News", Frank O´donell: "Recebemos uma ordem de um dos capangas de Murdoch... Que deveriamos abandonar as notícias que estávamos a emitir e começar a prestar um tributo bajulador a Ronald Reagan, que estava na convenção do partido republicano. Ficámos espantados, ja que, até nessa altura, era-nos permitido fazer noticiários legitimos e de repente, recebemos ordens da chefia para começar a fazer propaganda para a ala direita republicana." outra das declarações deste ex-repórter: " Foi-nos dito em muitas ocasiões, que ele era um dos nosso alvos. Tudo o que pudéssemos fazer ou dizer para o envergonhar ou desacreditar, era-nos incentivado, para públicar."

Os executivos da "Fox News" emitiam uma "mensagem do dia" e outras ordens ao pessoal, que o antigo colaborador da Fox e analista da CIA, Larry Jonhson, descreveu como "uma lista detalhada de assuntos a abordar e a não tocar". Ele disse que eles "estavam mesmo a emitir directivas sobre aquilo que os repórteres poderiam ou não dizer e sobre a forma como o faziam". O apresentador Jon Du Pré disse que chegava um memorando todas as manhãs da sede, que dizia "abordem estes temas, façam estas coberturas, façam-no desta maneira..." Du Pré chegou mesmo a ser suspenso por não soar suficientemente entusiasmado na cobertura do aniversário de Ronald Reagan. Como resposta aos irados executivos da Fox, ele reportou que tinham vindo pessoas de propósito do Canadá e do México para assistor ao aniversário de Reagan, muito embora isso não tivesse acontecido. A "Fox News" utiliza o medo para manipular os seus espectadores através de reportagens sensionalistas e para controlar o seu próprio pessoal. O colaborador Larry Jonhson revelou como os correspondentes e aqueles que captam os convidados para os programas são assustados, para o caso de saírem da linha e é quase como se "estivessem a ser controlados por um sistema Estalinista, com medo de serem vistos a falar com determinada pessoa ou de ter os tipos errados na lista de emails".

O antigo produtor Frank O´donnell, disse que era tornado muito claro que todos os funcionários estavam sobre vigilância e, se não estavam a monitorizar os directos, teriam pelo menos alguém a rever todas as gravações. Os convidados "de topo" são convidados de acordo com as suas visões políticas, e predominam os neocons (extremistas) que ajudaram a eleger a administração de Bush filho e que arquitectaram as invasões pós 11 de setembro.

Os exemplos são imensos, e como ja disse, aconcelho o documentario Outfoxed para mais informação.

A casa branca na altura de Bush (e agora, e sempre) e a "Fox News têm os mesmos temas nas suas "mensagens do dia", porque trabalham juntos. Na noite de eleições viciadas de Bush filho em 2000, o primeiro a anunciar a sua eleição como presiente foi Jonh Ellis, o homem encarregue pela Fox News, na divisão de análise eleitoral. Ellis é primo direito de Bush. Fez o anúncio numa altura em que os dados da Flórida ainda estavam indefinidos e renhidos. Ainda assim, este primo de Bush anunciou a sua vitória. Isso levou a ABC, NBS e a CBS a seguirem a história. John Nichols, correspondente em Washington do "The Nation" e autor do livro sobre o abusador ex-vice presidente Cheney: "Dick: o homem que é presidente", diz: "Quando a Fox divulgou que Bush ganhara as eleições e as outras cadeias seguiram essa liderança, isso gerou a ideia de que ele tinha ganho mesmo, o que não aconteceu. Mas foi essa a precepção que ficou nos seguintes 37 dias e sugiro que a decisão dessas eleições teve mais a ver com o "fazer de Bush presidente", do que proprimente com qualquer recontagem de votos."

O antigo escritor freelancer da Fox, Dave Korb, fala como as pessoas foram influenciadas pela Fox News. Falou sobre o cobrimento dos progressos no Iraque, enquanto as tropas americanas e iraquianas morriam juntamente com civis em hordas, por dia: "A produtora sénior disse aos seus dois ou trés escritores para o seu programa televisivo:"mantenham presente:é tudo bom. trata-se de um assunto justo e equilibrado. Não escrevam sobre o número de mortos ou tropas sobre fogo, nem que alguem possa ter morrido, sabem? mantenham uma escrita positiva sobre o assunto" Nessa altura ela fez uma referência à construcção de escolas e à democracia no Iraque. Viva a américa!"

Esta foi a declaração de um antigo repórter da Fox que decidiu ficar no anónimato: " Quando temos este vice-presidente executivo, e aqueles que o rodeiam, que dizem constantemente "nao vamos fazer esta história, essa história é má, aquela é boa", torna-se claro para todos os que lá passem alguns anos, que existe um certo tipo de histórias pré-aprovadas e, nem sequer vale a pena mencionar outro tipo de histórias, já sabemos que não irão ser aprovadas."

é caso para dizer que os jornalistas actualmente não são mais do que prostitutas intelectuais. A Fox não está sozinha infelizmente, todas as grandes estações e todos os grandes jornais estão totalmente viciados, de modo a alterar o nosso modo de precepção. Nós não ouvimos nenhuma conspiração porque grande parte da elite, manda na imprensa. Quando pouca gente sabe o que é o grupo Bilderberg, proque nunca foi reportado, e para quem não sabe, este grupo alberga as personalidades mais poderosas do mundo, em reuniões que tratam do nosso futuro e do mundo, podemos constactar que tudo é alterado e escondido, as noticias são escolhidas e viciadas. Devemos procurar a informação alternativa que não está influenciada pelo sistema. Aconcelho as notícias da InfoWars, é um notíciario de net, apresentado pelo jornalista Alex Jones, que aborda todos os assuntos da actualidade, com pesquisa pura e sem noticias pré concebidas.

Não se desviem da realidade, eu por exemplo tenho consciência que ninguem quer guerra, a guerra não é, nem nunca foi boa para coisa nenhuma. Fica-mos moralmente ofendidos quando alguma celebridade mostra um seio ou diz alguma coisa que não concordamos, mas quando vemos uma criança afegã completamente aos pedaços não ligamos, é para bem da democracia, VIVA ESTA DEMOCRACIA!

"Como seres humanos, a nossa grandeza não jaz em sermos capazes de refazer o mundo - esse é um mito da era atómica - mas em sermos capazes de nos refazermos a nós próprios."


Mahatma Ghandi

2 comentários:

Carla disse...

Gostei bastante do artigo, apesar de não dar informação nova em termos gerais. Todos sabemos que a imprensa é influenciada pelos "grandes", sobretudo nos EUA. Sugiro o documentário Manufacturing Consent baseado no livro homónimo de Noam Chomsky, muito interessante!

Ricardo Emanuel disse...

Não é criticar mas, acho que te devias preocupar mais em espalhar os documentários, Outfoxed e derivados, ou no mínimo colocar a "fonte" que usas como palavras tuas.

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